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Criptomoedas: uma nova economia para se adaptar

INFORME PUBLICITÁRIO

31/07/2019 06h53
Por: Redação Maranhão em Pauta
Fonte: Maranhão em Pauta
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Mais uma vez o Bitcoin e outras criptomoedas estão em um ciclo forte de alta, que por incrível que pareça, iniciou-se em 1° de abril de 2019. A principal moeda do mercado saltou de cerca de 3 mil dólares para incríveis 13 mil, no último dia 26 de junho, uma valorização que não se vê em nenhum outro ativo que conhecemos ou trabalhamos.

A pergunta é: o que está acontecendo? Resposta simples, a tecnologia pegou. Por trás do Bitcoin há o blockchain que é um grande livro contábil incorruptível baseado em algoritmos poderosos diferentemente dos bancos centrais e tesouros permitindo transações em tempo recorde de pessoa para pessoa, em qualquer lugar do mundo, ou seja, aquele seu gerente do banco que lhe dizia que para mandar dólares para o exterior tinha um sem número de taxas e dias para fazer chegar o dinheiro vai ter que encontrar no futuro um outro jeito de produzir receitas para seu empregador.

Os bancos atuam de forma curiosa, eles odiavam o Bitcoin, mas durante o grande período de baixa em 2018 foram essas as instituições que mais adquiriram o ativo Bitcoin porque sabiam que ali existe algo mais importante que ouro, prata ou petróleo: a informação do que é uma unidade global de valor infalível (até agora).

E para quem não sabe os bancos são os maiores emissores de moeda como conhecemos. Com 100 reais que você acredita estar poupando, apenas 10 reais são para possível saques e os outros 90 são emprestados a diversas instituições como pessoa física, jurídica, governos criando um sistema onde somente eles ganham independente de governos de esquerda, centro ou direita. Eles ganham sempre, basta olhar o balanços disponíveis e dividendos distribuídos por ação, ano a ano.

Itaú, Santander, Bradesco e Safra já estão em um nível de pesquisa acelerado para adoção, o JP Morgan que demonizava o ativo tem um número grande em "hold", que é o termo que usamos para quem mantém algo em custódia. As maiores empresas do mundo em transferência de dinheiro como MoneyGram e Western Union também estão se especializando. Fundos de investimento fortes nos EUA trabalhando forte na regulação e aguardando para lançar diversos produtos baseados no tema, Japão e Coréia já com um mercado muito estabelecido e em estágio avançado de amadurecimento.

Tudo começou na famosa crise do subprime nos EUA que se arrastou mundialmente e nos afetou pouco na época, criando o famoso bordão da "marolinha" criada pelo nosso ex-presidente Luis Inacio Lula da Silva, o que inclusive produziu um pequeno efeito cegueira permitindo com que poucas pessoas aqui enxergassem que ali se iniciaria uma grande oportunidade. Um programador com codinome de Satoshi Nakamoto anunciou numa rede social para desenvolvedores que havia conseguido criar um sistema monetário onde pessoas poderiam enviar uma moeda virtual sem a burocracia bancária ou governamental no meio do caminho dando liberdade de fazerem o que bem quisessem com suas economias. Ali nascia o Bitcoin.

Mas criar uma moeda que ninguém usaria parecia ser algo estúpido. Pois quem adotaria algo não centralizado por governos? E aí que surge o elemento de alegria para muita gente: a pizza.

Nos mesmos EUA um programador com muita fome liga para o Papa John's, uma famosa cadeia americana pedindo uma pizza de pepperoni e quando o motoqueiro faz a entrega o programador afirma estar sem dinheiro e pergunta se pode pagar uma parte da encomenda em Bitcoins, o motoqueiro aceita com aquela cara de "tá bom, vai", e a primeira transação comercial é realizada com pizza saindo por 10.000 Bitcoins! Hoje 130 milhões de dólares na cotação atual. No início inclusive você podia pegar Bitcoin de graça em diversos sites.

Depois da grande subida de agosto de 2017 onde a criptomoeda atingiu incríveis 20 mil dólares com o anúncio do primeiro fundo baseado em Bitcoin dentro da Bolsa de Chicago, o mundo acordou com governos, empresariado e investidores no geral começaram a olhar melhor para o tema, alguns países criminalizaram pois as transações indetectáveis para os leigos na tecnologia estavam sob suspeita de uso por grupos terroristas ou tráfico de drogas sendo agora tema recorrente inclusive em reuniões do G20. Mas aí vai a piada interna. O que seria mais fácil, rastrear arquivos públicos ou um monte de papel? O que pode ser falsificado ou passível de fraude? Vale a reflexão.

A queda em seguida se deu por conta destas desconfianças criadas especialmente em projetos que se apoiaram no Bitcoin e não foram dando certo, mas com a grande vontade principalmente dos bancos em desvalorizar todo o sistema para evitar a competição ou comprar barato e assim se aproveitar dos que chamamos de "alfaceiros".

Neste mercado de criptomoedas a volatilidade é bizarra, já vimos determinados ativos subirem 86.000% como vimos caírem 3.000% em 24 horas, portanto, sem pesquisa ou estudo sobre o tema aconselhamos não entrarem no jogo de cabeça, pois ele é duro e não perdoa a desinformação. Invista apenas o que você pode perder sem reclamar depois ou culpar alguém. Muito cuidado com Youtubers e grupos de Facebook, empresas de MMN (marketing multinível) que usam a fama do Bitcoin para angariar adeptos para seus golpes, a facilidade de golpes é grande assim como usando dinheiro comum e tenho muito cuidado com a nova moda que é as pirâmides que se multiplicam a cada dia fazendo rede de MMN (marketing multinível) e dando bonificações que são insustentáveis, e há grandes empresas em atuação com divulgação em mídia nacional e com grandes garotos propagandas do mundo futebolístico. Recentemente vimos a CVM na caça de empresas como Dream Deggers, Unick Forex, FX trading, a cada segundo surgem nossas empresas, com o mesmo modus operandis.

Caso você perca muito, aquele amigo do churrasco vai te dizer que você caiu numa pirâmide o que é uma mentira enorme, você só perde com a volatividade das criptmoedas se si desfazer dos ativos, mas a uma grande chance de ganhar também. Basta ter nervos e dispêndio de horas de estudo no assunto, entender o básico de inglês, conhecer os movimentos do mercado mundial e buscar formar sua própria opinião sobre o tema pois assim como existem criminosos usando dólares e reais para cometer crimes, há também muitos que conseguem enganar pessoas prometendo falsos ganhos.

Para nossa alegria a Polícia Federal e a CVM vem colaborando tem algum tempo para não permitir estes esquemas enquanto estamos andando de lado na questão da mínima regulação. Neste momento há também audiências públicas na Câmara Federal sobre o tema mas de forma naquela velocidade que os congressistas nos acostumaram, mas vale acompanhar.

O Brasil é um país muito imaturo em termos de investimentos. Estima-se que apenas 7% dos brasileiros investem em bolsa de valores ou confiam em fundos ao contrário dos europeus e americanos que em 90% na média pouco deixam seu dinheiro parado. Tudo porque somos alimentados por sonho de ganhos rápidos, o brasileiro não gosta muito do longo prazo, prefere gerar dívidas para pagar depois em bens caros e superestimados a juros banditários, mexer no tema é cutucar um enxame.

Existe agora um fator que irá mudar tudo, aliás que é o que entendemos por ser responsável pela grande alta nos últimos meses que é o recente anúncio do Facebook acerca da criação da sua própria criptomoeda, a Libra. Uma stable coin (termo usado para criptomoedas lastreadas em Euro, Dólar, Reais, etc) com objetivo de ser meio de pagamento para diversos serviços dentro e fora da rede social. Sim, Mark Zuckerberg agora quer que você mande dinheiro instantaneamente pelo Messenger, WhatsApp e Instagram. Isso vai ser grande e talvez um monstro que esperamos que seja controlado.

Pelo que foi publicado no seu Whitepaper (documento gerado especificando técnico-economicamente qualquer projeto), 2020 será quando uma nova economia global nascerá face a já anunciada próxima grande crise econômica mundial, mesmo a contragosto de alguns inimigos inicialmente declarados. Surge aí um promissor sistema monetário integrado para ojeriza de diversos antiglobalistas e eu particularmente entendo que nada mais segura este movimento, são mais de 4.500 criptomoedas por aí, cada uma com seu objetivo, descentralizando o sistema econômico mundial mais ainda e levando possibilidades para as pessoas que não podem ter acesso a uma simples conta bancária.

Se os bancos estão perdendo com o crescimento das fintechs, irão chorar muito mais com aplicativos e adesão das grandes administradoras de cartões entrando no jogo emitindo cartões de débito, já existem linhas de crédito em criptomoeda, alavancagem e economias já no entorno de projetos. O consumidor quer rapidez e agilidade, fazer um supermercado em 10 minutos, isso inclui o povo desbancarizado.

 Vamos ver para onde isto tudo vai, pode ser um novo ciclo onde os bancos terão finalmente o papel de coadjuvante na vida das pessoas que tanto merecem.

 

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